Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar. Olhou-a de um jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar. E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar. E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto convidou-a pra rodar. E então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar. Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar. Depois os dois deram-se os braços como a muito tempo não se usava dar. E cheios de ternura e graça foram para a praça e começaram a se abraçar. E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou. E foi tanta felicidade que toda cidade enfim se iluminou. E foram tantos beijos loucos, tantos gritos roucos como não se ouvia mais. Que o mundo compreendeu e o dia amanheceu em paz.

— Chico Buarque e Vinicius de Moraes.  (via auroriar)


I want something else. I’m not even sure what to call it anymore except I know it feels roomy and it’s drenched in sunlight and it’s weightless and I know it’s not cheap. It’s probably not even real.

— Mark Z. Danielewski, House of Leaves (via larmoyante)


Nothing would have changed the reality that the person you were in love with had stopped loving you somewhere along the line, whether it was in the middle of a conversation or while driving under a bridge or when they made eye contact with someone new and wonderful. It doesn’t matter. Stop wasting your time on them. You don’t need to stop your story just because they are no longer a main character. Do not take back what has already poisoned you. Instead start healing and start healing soon.

— Raquel, How to stop loving someone who does not love you (via larmoyante)


You have to learn how to care about people without taking on all of their problems.

— Phylicia Rashād in The Cosby Show (1987)


showered-flowers:

have you ever just looked at someone and thought, my fucking god i adore you. i adore every goddamn ounce. i adore your bones and your soul. but I’m a loser, who just doesn’t wanna lose you. i can lose fucking everything, but not you. oh god. not you.


Era uma noite de dezembro, um sábado. Estava no meu quarto e tinha bebido muito mais do que o de costume, acendendo um cigarro no outro, pensando nas garotas e na cidade e nos empregos e nos anos que ainda viriam. Olhando para o devir, eu gostava muito pouco do que via. Eu não era um misantropo ou um misógino, mas gostava de estar sozinho. Era bom estar solitário num lugarzinho, sentado, fumando e bebendo. Sempre tinha sido uma boa companhia para mim mesmo.

— Charles Bukowski. (via auroriar)





Eu me declarei pra você milhares de vezes. Quando eu ri daquela sua piada idiota que não teve a menor graça e quando dei risada das piadas de mau gosto que você fez sobre mim. Lembra? Eu deixei você me zoar porque você achava muita graça naquilo, e se te faz feliz… Bom, me faz feliz. Quando eu deixei os outros um pouquinho de lado pra dar toda a atenção pra você. Quando eu ouvi as músicas que você me mandou, mesmo elas não sendo do meu gosto. Lembra… Quando eu tratava todo mundo mal, mas era super gentil com você? Então. Isso também foi uma declaração, mesmo que silenciosa. Quando eu aguentei suas grosserias todas porque você teve um dia ruim. E também quando eu deixei você descontar todas as suas frustrações em mim, mesmo eu não tendo nada a ver. Quando eu te fiz sorrir quando tu chorava por outra pessoa. Quando eu te defendi do mundo mesmo você estando completamente errada. Quando eu deixei de ficar irritado só porque você tava mal e precisando de alguém. Eu me declarei pra você tantas vezes, da minha maneira… Só você que não viu.

— Vinícius Kretek (via autorias)